Operação destrói cinco pontos de garimpo ilegal no Rio das Velhas, na Grande BH
30/03/2026
(Foto: Reprodução) Equipamentos destruídos durante operação contra garimpo ilegal no Rio das Velhas
PMMG/Divulgação
A Polícia Militar de Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) destruíram cinco pontos de garimpo ilegal no Rio das Velhas nesta segunda-feira (30). A atividade criminosa ocorria em trechos do curso d'água nos municípios de Nova Lima, Raposos e Rio Acima, na Grande BH.
A ação fez parte da Operação Drakon – Fase IV, que tem o objetivo de combater a extração clandestina de ouro e outros crimes ambientais na região.
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Durante a fiscalização, os agentes localizaram cinco balsas em operação, todas sem licença. Conforme a polícia, os garimpeiros usavam dragas, bombas de sucção e motores a diesel para extrair o mineral diretamente no leito e nas margens do rio (entenda mais abaixo).
Ainda segundo a corporação, todas as balsas estavam irregulares e foram desativadas e destruídas por incineração com acompanhamento do Ibama, que emitiu o laudo técnico de destruição.
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Como funcionava o garimpo
De acordo com os policiais, o método usado no garimpo consistia na sucção do material do fundo do rio. Ele funcionava da seguinte forma:
Enquanto mergulhadores equipados com cilindros de oxigênio usavam mangueiras para sugar a areia, um operador controlava o motor e a bomba da balsa.
Os sedimentos sugados passavam por uma peneira para separar a areia fina, onde o ouro é encontrado, das pedras maiores, que eram descartadas no próprio rio.
A água usada no processo retornava ao Rio das Velhas sem nenhum tipo de tratamento, o que provocava aumento da turbidez e poluição.
Em uma das balsas, os agentes apreenderam mercúrio, substância altamente tóxica, que causa riscos à saúde humana e graves danos ao meio ambiente.
Também foram encontrados vazamentos de óleo diesel e resíduos oleosos, inclusive com manchas no piso das balsas, configurando crime de poluição ambiental.
Garimpeiros fugiram
No momento da fiscalização, havia garimpeiros trabalhando como operadores e mergulhadores nas balsas. Ao perceberem a aproximação das viaturas, eles fugiram para uma área de mata e não foram localizados.
Conforme denúncias recebidas pela polícia, a atividade ilegal ocorria de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, com uma estimativa de retirada de 25 a 30 gramas de ouro por semana em cada balsa.
Crimes ambientais
A Polícia Militar informou que o garimpo ilegal configura crimes ambientais previstos na Lei Federal 9.605/1998, além do crime de usurpação de bem mineral pertencente à União, conforme a Lei 8.176/1991.
Também foram constatadas infrações administrativas ambientais previstas em decreto estadual.