Programa Compra Assistida: veja como cadastrar imóveis e como atingidos podem conseguir nova moradia na Zona da Mata
12/03/2026
(Foto: Reprodução) À espera de um novo lar: famílias afetadas pelas chuvas aguardam ajuda em Juiz de Fora
As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata deixaram uma série de estragos em municípios como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Com bairros inteiros atingidos por deslizamentos e inundações, milhares de famílias tiveram casas destruídas.
Diante do cenário, o Governo Federal anunciou a compra assistida de imóveis, nos mesmos moldes da medida realizada em 2024 para pessoas desabrigadas no Rio Grande do Sul.
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A medida tem como objetivo garantir moradia rápida a quem perdeu tudo e permite que o governo compre imóveis prontos e os entregue diretamente aos beneficiários. O limite de valor por imóvel é de R$ 200 mil.
O g1 reuniu uma série de perguntas e respostas sobre o assunto. Confira.
Tenho um imóvel e quero vender para o programa: como faço?
Em Juiz de Fora, 69 imóveis já foram cadastrados no sistema da Caixa Econômica Federal (CEF) na região até esta quinta-feira (12).
Proprietários (pessoas físicas ou jurídicas) interessados em vender devem seguir os seguintes passos:
Onde cadastrar: o cadastro deve ser feito diretamente no site oficial da Caixa, na aba específica do Minha Casa, Minha Vida Reconstrução – Zona da Mata.
Requisitos do imóvel:
Valor máximo de R$ 200 mil;
Estar em condições de habitabilidade e ocupação imediata;
Não ter restrições jurídicas ou gravames que impeçam a venda;
Estar localizado em área fora de risco no estado de Minas Gerais.
Processo: após o cadastro, a Caixa realiza uma avaliação técnica e documental. Se aprovado, o imóvel fica disponível em uma 'vitrine virtual' para que as famílias cadastradas façam a escolha.
Perdi minha casa nas chuvas: como faço para conseguir um imóvel?
É importante destacar que as famílias não recebem o dinheiro em mãos. O governo paga o valor diretamente ao vendedor do imóvel escolhido.
Passo 1 – Cadastro na Prefeitura: a família deve estar inserida na lista de desabrigados ou desalojados da Defesa Civil e da Secretaria de Assistência Social do município. São esses órgãos que validam quem tem direito ao benefício.
Passo 2 – Habilitação pela Caixa: a Caixa processa esses dados e convoca os beneficiários.
Passo 3 – Escolha do imóvel: o cidadão acessa o portal da Caixa, consulta os imóveis disponíveis dentro da faixa de valor e manifesta interesse.
Passo 4 – Mudança: após a formalização do contrato entre a Caixa e o vendedor, a família recebe as chaves para a mudança imediata.
A prioridade inicial é para famílias que tiveram perda total da residência ou interdição definitiva confirmada por laudos da Defesa Civil.
Casa é demolida no bairro Cruzeiro do Sul, em Juiz de Fora
Letícia Damasceno/TV Integração
Outros benefícios
Além da moradia, as famílias terão auxílio de R$ 7,3 mil para a compra de móveis, e empresas poderão acessar financiamento especial.
Para ajudar na retomada da economia local, foi aberta uma linha de crédito de R$ 500 milhões, operada pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. A medida é voltada para micro e pequenos empresários (MEI, ME e EPP).
O recurso poderá ser usado para reconstrução de fachadas, compra de maquinário, reposição de estoque ou capital de giro.
O Sebrae Minas montou postos de atendimento em Juiz de Fora, Ubá e Cataguases para orientar comerciantes sobre como acessar o crédito com juros subsidiados.
Saque-Calamidade do FGTS
O prazo para os trabalhadores atingidos solicitarem o saque de até R$ 6.220 do FGTS termina no dia 25 de maio. O pedido deve ser feito pelo aplicativo oficial do FGTS, com o envio do comprovante de residência.
Temporais, mortes, desabrigados e estragos severos
Os temporais causaram dezenas de deslizamentos, mortes e deixaram milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas. Somente em Juiz de Fora, foram 65 mortos.
Em Ubá, a enchente atingiu o município entre a noite do dia 23 e a madrugada do dia 24 de fevereiro. Segundo a prefeitura, em aproximadamente três horas e meia, foram registrados cerca de 174 milímetros de chuva, o que provocou mortes, alagamentos de grande proporção, danos estruturais severos e impactos significativos na rotina da cidade.
Matias Barbosa também ficou debaixo d’água após o temporal que atingiu a região.
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